De carrasco a agentes penitenciários: os trabalhadores do sistema prisional no contexto de acumulação flexível e de Estado penal

Cíntia Lopes Branco, Imar Domingos Queiroz

Resumo


Com celas superlotadas, espaços precariamente adaptados e condições sanitárias degradantes, as cadeias representam um mercado em crescimento. A instalação de novas unidades atende às demandas do capital, tanto no que diz respeito à expansão do mercado de prestação de serviços, como na absorção da força de trabalho barata. O profissional do sistema penitenciário sofre as agruras de qualquer trabalhador, somado ao fato de trabalhar em uma instituição total e sofrer dos fenômenos de estigmatização e de prisionização, fatores que deterioram drasticamente sua vida. O artigo analisa o trabalho dos agentes penitenciários, a origem e a base de sustentação ideológica dessa profissão, a precarização das condições de trabalho e a alienação desses trabalhadores, com ênfase para a realidade de Mato Grosso. A partir de revisão bibliográfica e de consulta a fontes diversas, verificou-se que o agente penitenciário desenvolve suas atividades sob forte tensão, em condições degradantes de labor, além do convívio diário com o estigma da profissão.

 


Palavras-chave


Neoliberalismo; Estigma Social; Estado Penal; Sistema Prisional; Agentes Penitenciários; Prisionização.

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Qualis: B2 (Serviço Social), B5 (Direito), B2 (Interdisciplinar) e B4 (Enfermagem)