A Ética do/no Discurso Político: Terceira Parte – Análise e Conclusões

Jandir João Zanotelli

Resumo


O presente artigo pretende tematizar o discurso político do Congresso Nacional Brasileiro, nos anos de 2005-2006 relacionando-o com a ética. Para tanto adotamos o posicionamento de Enrique Dussel para quem a ética necessariamente deve englobar três dimensões: 1. uma dimensão material, substancial, real; 2. uma dimensão formal, universal, transcendente; 3. uma dimensão de factibilidade. Superam-se assim as dimensões éticas apontadas pela Modernidade e pós-modernidade, inclusive as posições de Apel e Habermas em sua ética do discurso. “A reprodução e o desenvolvimento da vida do sujeito humano é o critério de verdade (teórica e prática), condição absoluta da existência não somente dos sujeitos da argumentação enquanto tais, senão também dos próprios processos conceituais e lingüísticos”. Nesta perspectiva teórica, o discurso político parece revelar, a um tempo, a banalização do agir político exclusivamente pautado pela estratégia da eficácia, do poder pelo poder razão cínica), e por outro faz-se teatro de apelo para o ético (da outridade). A ambiguidade ética, desde o nihilismo, relativismo ao comunitarismo, ao pragmatismo, adotado inclusive em universidades do Brasil, deve e pode ser superada. Analisamos assim os discursos de denúncia, defesa, dos argüidores e da sociedade sobre os escândalos ocorridos nas casas do Congresso, tentando discernir em que se fundam e a que levam. Com isso tentamos vincular: ética, discurso, política e filosofia.

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