A Violência no Novo Testamento

Flávio Martinez de Oliveira

Resumo


A violência no Novo Testamento no contexto do Império Romano recentemente suscita nova atenção, não apenas com os estudos da apocalíptica, mas da abordagem pós-colonial da Bíblia. A opção preferencial de Deus pelos pobres está presente nos estudos pós-coloniais e precisa ser refletida teologicamente: não é uma simples inversão do “Deus-do-lado-dos-colonizadores” para o “Deus-do-lado-dos-colonizados”, mas algo muito mais profundo que diz respeito à situação atual da pesquisa bíblica e das opções pastorais nos contextos comuns. A apocalíptica vem eivada das ansiedades sobre a atual situação de violência e dos impasses econômicos, sociais e políticos de um desenvolvimento justo e sustentável, na realidade da globalização e da eco complexidade. Este texto abrange, no contexto imperial e palestinense, que é religioso, cultural, social, econômico e político, a violência sofrida pelos cristãos, tal como narrada e refletida teologicamente nos Evangelhos Sinóticos, no Quarto Evangelho, na literatura paulina e no Apocalipse de João. A violência tem um primeiro nível que implica Jesus; a seguir aquele dirigido à Igreja; e, por fim, tem abrangência cósmica, em que é a resposta e mesmo a vingança que se espera de Deus no futuro. Os cristãos devem se auto proteger e resistir na fidelidade, mesmo na cruz e no martírio.

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