The genesis of religious thought in childhood – III. An Attachment-theory perspective

Paulo L. R. Sousa, Flávio M. Oliveira, Cristina L. Horta, Fernanda R. Sousa, Amélia S. Torres, Elisandra C. Pinheiro

Resumo


A Teoria do Apego, descrita por John Bowlby, é uma teoria de base bio-etológica com as seguintes características principais: (a) o bebê tem, primariamente, um sistema biossocial de conduta, (b) esse sistema se desenvolve para manter a proximidade do bebê com seu principal cuidador, (c) o apego ao cuidador protege o bebê de efeitos predadores e outros perigos. Ainda que Bowlby tivesse uma formação psicanalítica formal, ele era basicamente diferente da psicanálise oficial por insistir na importância da validação da teoria por meios empíricos e extra-clínicos. Serem humanos, em qualquer idade, enfrentando situações alarmentes – guerra, terror, doença, divórcio – geralmente mostram a necessidade de encontrar figuras de apego, sejam humanas, sejam divinas. Apegos seguros são enormemente importantes para o desenvolvimento psicológico. Bowlby, basicamente, estudou a apego entre a criança e seu cuidador, definido a figura de apego como “a mais forte e mais sábia”, configurando a relação assimétrica antes citada. O relacionamento com Deus, contudo, é um apego criança/adulto com duas características especiais: (a) ele é permanentemente assimétrico (para os padrões normais), sendo Deus a “quintessência do poder e da sabedoria do outro”; (b) a inexistência das relações sexuais. A Teoria do Apego aparece como um modelo promissor para entender a gênese do pensamento religioso na criança.

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